Massacre na escola Raul Brasil em Suzano/SP!

Publicado por | setembro 22, 2020 | Homicídio

O Massacre de Suzano foi um massacre escolar ocorrido em 13 de março de 2019, na Escola Estadual Professor Raul Brasil no município de Suzano, no estado de São Paulo.

A dupla de atiradores Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, ex-alunos, mataram cinco estudantes e duas funcionárias da escola. Antes do ataque, num comércio próximo à escola, a dupla também matou o tio de um dos assassinos. Após o massacre, um dos atiradores matou o comparsa e em seguida cometeu suicídio. Foi a nona vez que esse tipo de crime ocorreu em escolas brasileiras.

O Crime

O crime aconteceu por volta das 9:30 da manhã de uma quarta-feira, 13 de março de 2019, na Escola Estadual Professor Raul Brasil, localizada na rua Otávio Miguel da Silva, em Suzano, Região Metropolitana de São Paulo.

Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, entraram encapuzados, com coturnos táticos e balaclavas de caveira na unidade escolar, efetuando diversos disparos de arma de fogo durante o horário do intervalo e atingindo dezenas de pessoas. Antes do crime, no mesmo dia, um dos assassinos postou uma série de imagens em uma rede social, em que ele aparecia com a máscara de caveira, portando a arma de fogo utilizada e fazendo um símbolo de arma com a mão na cabeça.

Conforme o Censo Escolar de 2017, a instituição possui 358 alunos da segunda etapa do fundamental (6º ao 9º ano) e 693 estudantes do ensino médio. A instituição foi isolada pela polícia, que encontrou um revólver calibre 38, quatro jet loaders, dispositivos plásticos para recarregamento rápido de arma, uma besta, um arco e flecha tradicional, garrafas que aparentavam ser coquetéis molotov, uma machadinha e uma mala com fios que levou ao acionamento do esquadrão antibombas.

Momentos antes do ataque à escola, por volta das 9 horas, Guilherme Taucci havia atirado em seu tio, o comerciante Jorge Antônio de Moraes, dentro de uma revendedora de veículos de Jorge, nas proximidades. O homem foi levado ao hospital mas não resistiu aos ferimentos, morrendo horas depois. Segundo o que se apurou nas investigações, além de Jorge, eles também planejavam matar mais uma pessoa, um eletricista vizinho de Luiz Henrique, que seria morto por este, pois haviam tido um desentendimento meses antes. Era uma espécie de pacto entre os dois criminosos, em que cada um mataria um desafeto antes do massacre na escola. Uma hora e meia antes do ataque à escola, Luiz Henrique foi até a casa do vizinho. Ao encontrar o portão trancado, passou a chamá-lo insistentemente, mas o homem não atendeu e Luiz foi embora.

De acordo com as apurações, entre as motivações que levaram ao massacre estavam o bullying, isolamento social e o desejo de superar o massacre em uma escola de Columbine, nos Estados Unidos, pois queriam ser lembrados pela quantidade de mortes e armas. Tinham o pensamento de que faziam um “ato heroico”. Um terceiro suspeito, que não participou do ato e esteve envolvido diretamente, afirmou que eles também tinham a intenção de realizarem estupros.

Antes deste ataque, outros oito já haviam ocorrido em escolas brasileiras, entre 2002 e 2018.

Vitimas

Duas vítimas fatais eram funcionárias da escola. A primeira a receber os disparos foi a professora Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica. A outra funcionária morta, Eliana Regina de Oliveira Xavier, era inspetora (agente de organização escolar). Logo depois de atingir as funcionárias, um dos atiradores se dirigiu ao pátio, enquanto o outro em seguida entra na escola e com uma machadinha começou a desferir golpes nas vítimas já caídas. Os alunos, desesperados, correram escola afora, enquanto o segundo atirador a entrar tentava acertar com golpes de machadinha a todos que por ele passavam correndo. Cinco alunos do ensino médio foram mortos, sendo que quatro morreram ainda na instituição de ensino e um no hospital.

O ataque também deixou onze estudantes feridos, que foram levados para hospitais próximos. Duas dessas vítimas, que apresentavam estado clínico mais grave, foram transferidas para o Hospital das Clínicas, em São Paulo. Segundo a polícia, Guilherme Taucci, o atirador mais jovem, matou o comparsa Luiz Henrique de Castro e logo em seguida cometeu suicídio. Ambos eram ex-alunos da escola.

Mortos

Jorge Antônio de Moraes 51 anos – Tio de Guilherme, morto por este antes do ataque à escola
Marilena Ferreira Vieira Umezo  59 anos – Coordenadora pedagógica
Eliana Regina de Oliveira Xavier 38 anos – Inspetora
Caio Oliveira 15 anos – Aluno
Claiton Antônio Ribeiro 17 anos – Aluno
Douglas Murilo Celestino 16 anos – Aluno
Kaio Lucas da Costa Limeira 15 anos – Aluno
Samuel Melquíades Silva de Oliveira 16 anos – Aluno
Luiz Henrique de Castro 25 anos – Agressor, morto pelo comparsa Guilherme
Guilherme Taucci Monteiro 17 anos – Agressor, cometeu suicídio

 

A esquerda Luiz Henrique de Castro e a direita Guilherme Taucci Monteiro, autores do massacre.

 

Luiz Henrique de Castro e Guilherme Taucci Monteiro mortos.

 

Guilherme Taucci Monteiro morto.

 

Obs: Torço para que sofram bastante aonde estiverem!

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